Nas Asas do Senhor
Com Teu Poder,
Soprassem as linhas curvas,
A composição aeronáutica sobre os vales e campinas,
Vi a menina paraense voltar ao ventre da floresta.
O gigante Amazonas se tornar valeta.
Percebi as facetas que a natureza produz!
As cidades imponentes tornaram-se um simples pisca-pisca.
Vi a luz brigar com a escuridão.
A composição vaga-lume, estrela fincada no chão
Que parece céu!
Vi o cume das montanhas como um ponto,
Carros como formigas, árvores
Um simples gráfico no espaço.
Olhei para o alto, e a seda branca
Como cortina cobria o céu, entre nós e o pássaro de ferro veloz,
Com suas turbinas, força que descortina,
Rasgando o céu, deslizando em Teu hálito perfumado!
Os fios de Teus cabelos erguiam e desciam a aeronave
Como um morbilé, como se brinquedo fosse diante de Ti.
Somente o Teu Poder, as Tuas mãos
Do chão ergue ferro e o faz flutuar
Como micros cristais em nuvens.
A Tuas mãos podem tudo, erguem sem medo.
O Teu segredo é incompreensivo,
Mas a fé em Ti me faz acreditar
Que as Tuas asas nos fez voar,
Pousar em Teu colo, na segurança do solo!
Por um instante fomos pássaros,
Fomos nuvens, vento e nada.
Por um instante foi a vaidade
E a realidade que restou na viagem de cruzeiro.
Olhando o abismo aos nossos pés,
Que somente as Tuas asas,
As Tuas asas- mãos,
Produziram a suspensão do pássaro
Que nos carregava no ventre
E nos regurgitou no Lago Paranoa
Para que pudéssemos falar
Que o Amapá está presente,
Com seus profetas tucujus,
A declarar em alta voz:
A Tua mão nos conduziu em segurança.
Em Tuas asas descansei,
Não temi o desconhecido.
Protegido estou em Tuas Asas.
Alan Carlos Dias
Enviado por Alan Carlos Dias em 15/09/2025
Alterado em 18/09/2025