Nossas Vozes
Nossas vozes ecoam na luta
Por igualdade, sem fronteiras, sem muros
Não é para uma raça, não é para uma cor
É para a raça humana, unida em amor
Quando um branco exclui um negro com racismo
Ele não é apenas apático, ele é desumano
E quando um negro age igual, também comete o erro
Racismo é desumanidade, em qualquer tom, em qualquer cor
Quando um irmão ofende outro por pensar diferente
Ele enfraquece as nossas vozes, alimenta a ausência
Igualdade não é visibilidade para um, apagando o outro
Igualdade é vida, é reconhecer-nos filhos do mesmo pulsar
Do mesmo universo que nos cria e nos une
Nossas vozes não podem ser caladas
Não podem sucumbir frente à indiferença que mora em nós
Ela não pode morrer por conta de nossa divisão
Nossas vozes são as maiores armas que temos
Não apague, não acabe com a luta de ninguém
Só quem sofre sabe a intensidade da dor
O tamanho da exclusão e do preconceito
Não permita que ninguém cale o seu irmão
Ele pode pensar diferente
Mas tem a mesma origem, a mesma história
Parte do mesmo povo, da mesma raça: a humana
Somos um só povo
Somos uma só voz
Quando uma se cala
A voz enfraquece
A voz perde a essência
Às vezes ela morre
Mas vozes sozinhas não mudam o mundo
É preciso saber ouvir
Ter empatia, sentir a dor do outro
Isso é diversidade
Isso é igualdade
Assim deve agir a justiça
Para que haja democracia
Toda fala que não agride
Toda voz com empatia
Fala de cada um de nós
De nossas lutas, de nossas cores
Somos um só povo
Somos uma só voz
Isso é o que buscamos
Alan Dias
Amapá
Alan Carlos Dias
Enviado por Alan Carlos Dias em 18/09/2025