Manhã de Cinzas
Despertar de dor, manhã de cinzas
Tentando expressar o que sinto em vão
Presenciei em meu próprio quarto, em minha própria cama
Atos de insensatez, descontrole, sem amor nem compaixão
Um elogio vazio, uma manhã sem sentido
Rompeu o silêncio, sufocando a verdade
A dureza do coração, mais pesada que o aço
A falta de sinceridade ecoou na arrogância
A língua se moveu como flecha envenenada
Lançando palavras que encontraram minha alma
" Mentiroso" foi o veneno que carregou a fúria
Do insensato, que não conhece o amor
Ferido, levantei-me, cambaleando
Encontrei refúgio na mesa do pátio
Olhei para o horizonte, ouvi minha respiração pesada
O coração batendo em ritmo frenético
Não era raiva, nem ódio que sentia
Era decepção e angústia, uma dor profunda
Uma mentira que para se manter
Enganava a si mesma, sem saber mais o que dizer
Alan Carlos Dias
Enviado por Alan Carlos Dias em 20/10/2025