Marcas de um amor
Meu coração está fisurado.
Não é gamado, louco de desejo.
Não! Ele está ferido pelas descobertas.
Canais percorrem cada linha de seu traçado.
O sangue flui por caminhos diversos das artérias, provocando uma dor incomensurável.
Uma nova paisagem se formou em meio ao caos. Você sabe que não sou nadador, mas náufrago. Quase morri naquele instante.
Senti a alma fugir de mim, em meio às águas turbulentas.
Minha vida, como um filme, passou diante dos pensamentos.
Eu, sem fôlego, quase sufocava. Tentei gritar, e nenhum fonema emergiu de mim. Me preparei para o fim de tudo.
Ergui meus olhos para o alto, perguntei por quê? Fechei os olhos para não enchegar o apagar das luzes.
No silêncio de mim, o amor suspirou, pedindo: "Não desistes de mim! Perdoa!"
Abri os olhos e vi o "amor" à minha frente.
Ele chorava copiosamente:
"Não desistes de mim!"
Ele me disse que ele mesma curaria meu coração e que as fisuras seriam novas formas de amar, ainda mais profundo.
Somente eu tinha o poder de decidir, mas ele rogou: "Não deixa eu morrer."
Ela não tem forças, mas o teu coração foi forjado no fogo, no barro da vida.
Ele é forte e vai sobreviver!
Então, decidi dar uma chance ao amor e perdoei.
Alan Carlos Dias
Enviado por Alan Carlos Dias em 01/04/2026
Alterado em 01/04/2026