Vozes da Alma
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Textos
A Morte do Beijo


Quando nossos lábios se tocavam,
O céu colapsava em relámpagos,
As ondas do mar rugiam,
Gigantes como edifícios.
Terremotos eram sentidos,
As placas tectônicas, nossos corações se moviam,
Formando fisuras no espaço!

Lábios nos lábios,
Troca de néctar sem nenhum pudor,
Somente o viver do amor,
E braços em volta de braços!

A paixão intensa surgia,
O amor suspirava em magia,
Era paciente e envolvente,
Curtia o momento de intensidade,
O prazer que na loucura se perdia!

Mas alguém louco, estúpido,
Distorceu o ato natural que Deus nos deu,
A beleza do beijo se foi,
Matou-se a intimidade suprema!

Bactérias, bactérias, saliva!
Alguém, envolto na loucura, gritou:
"Bactérias, bactérias!"
Nossos lábios secos e famintos,
Sedentos de fome de amor...
Bactérias, bactérias...
O medo o beijo matou!

Aonde foi parar a paixão?
Aonde ficou a intimidade?
Amor virou ato mecânico,
Sem beijo, o ato de amor morre,
O beijo é sepultado!
Alan Carlos Dias
Enviado por Alan Carlos Dias em 08/04/2026
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